Inferno
Oh inferno trisca-me os lábios, mas não me beija a boca.
Tortura a vida.
Olha-a nos olhos, mas não lhe diz nada.
Faz me dar volta em parábolas de nosso romance moderno.
Conta –me histórias reais ao pé do ouvido em tom sarcástico.
Deixa-lhe morrer e não lhe estende os braços; cruza –os e de vez em quando traça os dedos entre os meus. Esvai-se como areia...
Oh inferno que me arrepia, mas não me leva ao êxtase.
Que diz que sim em não e não em sim.
Faz-se fantasmagórico aparece e desaparece quando bem entende.
Que me devolve a cena depois que a cortina já se fechou.
Tortura a vida.
Desvenda-lhe os segredos e se desinteressa.
Força que ela tome caminhos avessos...
E quando ela te encontra foge!
Oh inferno porque és tão memorável; se o tempo foi curto para nossas promessas poéticas se tornarem infernais?
beijinho com muito carinho!!!!!!!
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